
Cansados do visual bege, cinza ou preto e quadradão dos seus PCs, usuários criativos partem para o hobby do “case-mod”. A palavra significa a transformação do gabinete (eventualmente, do PC inteiro), que é feita colocando-se desde janelas de acrílico na tampa lateral até luzes internas em neon. Os “case modders” mais radicais chegam ao ponto de criar desenhos completamente novos para o gabinete, fugindo do “caixotão” tradicional. O resultado são PCs absolutamente originais, inusitados e muitas vezes engraçados. Essa “mania” de transformar o gabinete foi surgindo aos poucos, a partir de situações específicas que exigiam mudanças nos gabinetes, como aumentar o número de coolers para evitar o aquecimento excessivo ou acrescentar alguma placa ou disco. E o que começou como necessidade virou em seguida um hobby, que se espalhou pelo mundo inteiro, atraindo gente de idades, profissões e inspirações variadas. Podemos chamar o casemod inclusive de arte – e se você não concorda, dê uma olhada na galeria.
Para entrar na onda do casemod, além da curiosidade e da vontade, claro, é preciso ter um pouco de habilidade para lidar com os materiais (acrílico, adesivos, cabos, luzes e outros) e com as ferramentas utilizadas para cortar, soldar, colar… Uma busca por “casemod” no Google.br, gera quase 35 mil resultados entre fóruns, sites, anúncios de venda, de equipamentos e mais. Um desses sites é o www.spon.com.br/, com tutoriais, produtos e até um dicionário muito bom para os iniciantes; outro é o www.rjcasemod.com/, com fóruns, notícias sobre eventos e muitas outras dicas. A Internet oferece infinitas fontes para quem está começando ou já é veterano na brincadeira que rende festivais e encontros de entusiastas pelo mundo inteiro (na Alemanha e no Rio de Janeiro, por exemplo).
E é na Internet que se pode ver a originalidade de muitos desses artistas. Johan Grundstom, conhecido pelo apelido Mashie, é um deles. Em seu site (www.mashie.org/casemods/index.html) vêem-se seus trabalhos, desde o primeiro casemod, feito em 2001. Ele já transformou uma estação Silicon Graphics O2 em um PC, e desenhou um gabinete de alumínio usado pela Intel no lançamento do Pentium 4 de 3.06 GHZ. Mais: criou um PC com a forma de um inseto futurista. Outro site interessante mostra como foi feita, passo a passo, a boneca que ilustra essa página. É o
A inspiração para as transformações vem até mesmo de filmes, como é o caso do arquiteto belga Joungne, que criou um projeto com o objetivo de construir seu gabinete à moda Hypercube (o filme Cubo 2, de 2002, no qual oito pessoas se encontram presas dentro de uma sala em formato de cubo). O site dele também mostra, passo a passo, a construção do cubo, que levou cerca de cinco meses.
E a tranformação de uma máquina pode ter até mesmo utilidades que nem haviam sido pensadas. Como a história de Mike Johnson, um administrador de redes norte-americano, relatada na revista Wired News em março do ano passado. Sua namorada precisava de uma máquina nova, e Johnson resolveu unir o útil (a necessidade de um novo PC) ao agradável (seu hobby) e montou nada menos do que… um bolo de casamento (veja a foto na galeria), aproveitando para pedir a mão da namorada, Rachel Tolliver. Dentro do gabinete ele colocou aquele tradicional casal de bonequinhos e, no topo, num estojinho também feito por ele, estava o anel de noivado. Na lateral do gabinete, lia-se a frase: “você me daria a honra?” Desnecessário dizer que a noiva (sim, ela aceitou o pedido) prestou muito mais atenção em sua máquina nova do que no anel de noivado propriamente.
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